…desejando que a plenitude de sua vida seja reformada!

Arquivo para setembro, 2012

Oração

A oração é o meio pelo qual temos comunhão com Deus.  Precisamos dessa comunhão, pois ela demonstra que dependemos totalmente de Deus.

Devemos buscar ter essa comunhão com Deus, e saber que precisamos dela, tendo consciência de que dependemos totalmente de Deus. É também pela oração que demonstramos essa dependência.

Na oração, devemos adorar a Deus, agradecendo a Ele por tudo, intercedendo pelos que amamos, inclusive pelos nossos inimigos, e confessarmos a Deus as nossas fraquezas e pecados.

Na oração do “Pai-Nosso” encontramos: petição, confissão e adoração. Em Dn 9.4 – 19, encontramos isso também. Daniel começa adorando a Deus, depois, confessando seus pecados, e, em toda a sua oração, ele continuamente adora. Por fim, ele pede perdão a Deus pelos seus pecados.

Esses três pontos (petição, confissão e adoração) são essenciais na oração:

1ª) Petição: Não é errado pedirmos, muito pelo contrário, é essencial, mas temos que agradecer, mesmo que a resposta de Deus não seja a que queremos. “A petição é o reconhecimento humilde de que precisamos de Deus e confiamos nEle, de que dependemos de Sua sabedoria e bondade soberanas” (Bíblia de Estudo de Genebra). Não podemos esquecer, porém, que tudo o que pedirmos a Deus devem ser pedidos em nome do Seu Filho Jesus Cristo, o nosso Intercessor (Jo 14.13,14; 16.23,24).

2ª) Confissão: Em Esdras 9, encontramos uma oração de confissão. Ao ver as transgressões do povo, Esdras se entristece e ora, confessando as iniquidades e pedindo perdão. Deus conhece nosso coração e nossas iniquidades, sim, porém, mesmo assim, devemos confessar a Ele e pedirmos perdão pelas nossas transgressões.

3ª) Adoração: devemos adorar a Deus em nossas orações, louvá-lo e agradecer a Ele pelo que Ele tem feito. Encontramos na Bíblia muitas orações de adoração, como o “Pai-Nosso”, a oração de Daniel, e muitas outras.

Não devemos ser hipócritas em nossas orações, repetindo várias vezes a mesma coisa (Mt 6.7). Não devemos, também, esperar que a resposta de Deus seja sempre o que nós queremos, porque Deus sabe o que é melhor para nós. Devemos confiar em Deus e aceitar o que Ele tem para nós. Em 2Co 12.7 – 10, Paulo pede a Deus que lhe tire o  espinho na carne, e a resposta de Deus foi: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza”.

Nós não sabemos orar de modo agradável a Deus, por isso, o Espírito Santo intercede por nós em nossas orações, para que possamos ter comunhão com Deus (Rm 8.26,27). Portanto, não devemos achar que entramos tendo comunhão com Deus se, ao menos, não demonstramos dependência e adorarmos a Ele sempre. Em nossas orações, devemos mostrar total submissão e dependência a Deus, louvando-O e adorando-O sempre. Isso é essencial para a nossa comunhão com Deus.

 Lilian Júlia

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O melhor de Deus NÃO está por vir..

Os Pedreiros da Reforma

Porque o melhor de Deus já veio:

O melhor de Deus é JESUS CRISTO

A Bíblia diz assim, sobre a vinda de Jesus aqui na Terra:

Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.
Isaías 9:6

Existe coisa melhor que isso?

Esse lance “O melhor de Deus está por vir” é repetido como mantra nos círculos de auto-ajuda gospel e até mesmo protestantes, mas é papo furado, não tá na Bíblia, então nem acredita. Vai pela Bíblia, não vai por papinho de gente que não sabe o que fala, ou mal intencionada, que fala essas besteiras anti-bíblicas. Alguns vão dizer “Ah! Mas o ‘melhor’ aqui é a ressurreição, a vida eterna com Jesus”. Meu querido jumento, essa ressurreição e vida eterna só são possíveis…

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Arrependimento: Sinais de sua veracidade

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Muitas vezes, na atualidade, “canonizamos” a prática da petição de perdão incessante. Essa prática é essencial, sim, porém, não é a única que devemos sustentar. Por darmos muita importância a essa prática, esquecemos o que deve vir antes: O arrependimento.

Tenho plena certeza de que dificilmente alguém orou pedindo arrependimento. Se a petição de perdão é sincera, precisa-se de arrependimento. Se a petição for sem arrependimento, essa se torna uma simples reza mecânica, sem nenhum resultado intrínseco.

Essa exposição se baseará no Sl 38. Nessa situação, Davi está doente, e expõe que essa doença, como tudo o que ele estava passando, foi consequência do seu pecado.

v.1, 2: “Não me repreendas, Senhor, na Tua ira, nem me castigues no Teu furor. Cravam-se em mim as Tuas setas, e a Tua mão recai sobre mim”.

Quando há o arrependimento sincero, sentimos a necessidade de misericórdia, porque vemos que merecemos condenação justamente.
Desde aqui, é nítida e essencial a presença da dependência de Deus. Reconhecemos que necessitamos de misericórdia, e essa só pode ser proporcionada por Deus.
Vemos também que todo esse castigo, sofrimento, tristeza, opressão, tudo isso é o próprio Deus quem realiza. O próprio Deus é quem nos castiga pelo pecado, e esse conhecimento esmaga o coração do pecador em processo de arrependimento.

v. 3 – 5: “Não há parte sã na minha carne, por causa da Tua indignação; não há saúde nos meus ossos, por causa do meu pecado. Pois já se elevam acima de minha cabeça as minhas iniquidades; como fardos pesados, excedem as minhas forças. Tornam-se infectas e purulentas as minhas chagas, por causa da minha loucura”.

Além de vermos que merecemos condenação, sentimos cada vez mais a intensidade dessa condenação pesando nossa mente, e vemos que é a condenação que o pecado merece justamente.
Nós não conseguimos nos sentir em paz devido ao pecado pesando nossa mente. Sentimos que ofendemos o nosso Único Salvador.
Devido a essa consciência de que ofendemos o nosso Único Salvador, nos sentimos lixo, loucos, etc.

v. 6 – 8: “Sinto-me encurvado e sobremodo abatido, ando de luto o dia todo. Ardem-se os lombos, em não há parte sã na minha carne. Estou aflito e mui quebrantado; dou gemidos por efeito do desassossego do meu coração”.

Vemos que essa culpa massacrante está envolvendo não só nosso espiritual, mas também no mental e físico.
Essa culpa se reflete em ansiedade, pois não temos para onde fugir dela. Com essa ansiedade, tornamos explícito todo o sofrimento e aflição que sentimos.

v. 9 – 11: “Na Tua presença, Senhor, estão os meus desejos todos, e a minha ansiedade não Te é oculta. Bate-me excitado o coração, faltam-me as forças, e a luz dos meus olhos. Os meus amigos e companheiros afastam-se da minha praga, e os meus parentes ficam de longe”.

Atrás desse sofrimento todo, deve-se ter a consciência de que Deus sabe de toda a situação, de toda a aflição, de todo esse sentimento esmagador que sentimos.
Mesmo com esse reconhecimento da onisciência de Deus, confessamos nossas dores e nosso pecado a Ele, demonstrando, assim, dependência de Deus, como já explícito desde o começo do salmo.
Com todo o sofrimento, também deixamos tão explícito isso, que acabamos nos sentindo solitários, sem ninguém ao lado. Nós mesmos repelimos as pessoas a nossa volta, devido à esse sentimento de “auto-nojo”.

v. 17: “Pois estou prestes a tropeçar; a minha dor está sempre perante mim”.

Lembramo-nos constantemente também da constante pecaminosidade da raça humana. Vemos que, devido à pecaminosidade, estamos sempre prestes a pecar. Estamos sempre sujeitos a pecar, e por causa disso, nos sentimos oprimidos por essa culpa durante esse tal processo de arrependimento.

v. 18: “Confesso a minha iniquidade; suporto tristeza por causa do meu pecado”.

Confessamos o nosso pecado a Deus, reconhecendo que, se tiver que passar por algo, passaria porque mereceria.

v. 21, 22, 15: “Não me desampares, Senhor; Deus meu, não Te ausentes de mim. Apressa-Te em socorrer-me, Senhor, salvação minha. Pois em Ti, Senhor, espero; Tu me atenderás, Senhor, Deus meu”.

Vemos nessa passagem uma confissão de dependência total de Deus. Precisamos da misericórdia de Deus. Devemos esperar sempre que Deus, entregando todas as situações a Ele.
Deus é a nossa única salvação. Fora dEle, não há conforto e salvação para a culpa do pecado.
Por fim, o verdadeiro regenerado recebe a paz no coração, tendo a certeza de que Deus já perdoou os pecados dEle na cruz em Cristo.

SOLI DEO GLORIA

Diego Beltrame


Orare et labutare: A FALTA QUE ISSO FAZ…

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O título desse texto faz menção ao ensino de João Calvino sobre o estudo bíblico, que deve ser administrado pela, principalmente e primeiramente, dependência da iluminação do Espírito Santo demonstrada na oração, e pela labuta, pelo estudo incessante de todas as ferramentas possíveis e de todo o tempo possível.

Vemos nessa definição, as duas características predominantes nas Escrituras: a de que ela é divinamente inspirada (Só o Espírito Santo pode comunicar a Verdade escrita nela); e a de que ela foi escrita por homens (é necessário que gastemos muito tempo, esforço, paciência, vigor, para compreendermos ela).

Eu usei essa citação, não para expô-la, mas, sim, expor os erros que a falta dos ensinamentos dela acarreta na igreja.

Primeiramente, vamos falar do ponto mais simples: a falta do “orare”. Isso significa “não depender do Espírito Santo para entender as Verdades contidas nas Escrituras”. Isso é, no mínimo, muita arrogância e falta de reverência. Porém, não quero me prender muita à essa situação, e nem na situação da falta dos dois, tanto do “orare” quanto do “labutare”. A falta dos dois acarreta numa mensagem vazia, sem sentido, sem conteúdo, etc.
Obs: Essas duas situações são muito prejudiciais também, porém, não é nelas que eu quero focar neste momento, sendo que, essas são muito mais simples de expor.

Agora, vamos expor o ponto que está minando a igreja cristã dos dias de hoje: A FALTA DO “LABUTARE”.

Isso é essencial para entendermos as principais distorções doutrinárias dos dias de hoje. Primeiramente, vamos separar pelos seguintes temas: falta de preparo para o ofício e falta de estudo no exercício do ofício; relativismo; “não toques no ungido”; pragmatismo.

Falta de preparo para o ofício e falta de estudo no exercício do ofício:

Colocarei como exemplo principal de personagem se preparando para o ofício o jovem Timóteo, sendo ensinado por Paulo, por suas cartas.

Hoje em dia, vemos que grande parte dos pastores da atualidade tem sido ordenada para tal ofício por uma vocação extraordinária, vinda diretamente de Deus. Devo deixar claro que, de fato, a vocação para pastor vem de Deus sim, porém, vemos que há certo abuso em relação à essa vocação.

Como já disse, creio na vocação vinda de Deus, porém, creio que Deus confirma essa vocação pelos meios que Ele usou para conduzir a vida do vocacionado para tal ofício.
Eu quero dizer com isso que, hoje em dia, grande parte das instituições religiosas não ligam mais para os meios usados por Deus, e, muitas vezes, não dão importância à disponibilização de estrutura adequada para o vocacionado evoluir no ofício.

Vemos, porém, que, além de todas as recomendações de Paulo a Timóteo, o estudo das Escrituras tem um lugar essencial para a evolução da vocação, para Paulo (1Tm 4.13; 2Tm 1.13; 2.15; etc.). E, muito além da evolução da vocação, o exercício da vocação  não poderia ser feito sem a labuta no estudo escriturístico.

Além dos relatos bíblicos da necessidade da leitura bíblica (como por exemplo, o maior capítulo da Bíblia, Sl 119), vemos, na história do cristianismo, que os santos, tanto da igreja católica quanto da protestante, não ficavam sentados esperando a revelação cair do céu. Muito pelo contrário. Por exemplo: Agostinho foi um dos maiores produtores bibliográficos da igreja, sendo o principal sistematizador até Tomás de Aquino; Jerônimo era um estudioso das línguas originais, produzindo a famosa tradução da bíblia para o latim, a Vulgata; João Calvino foi um escritor incansável, e orava incessantemente, dizendo que não se sentia digno de pregar a Palavra sem, antes, passar um bom tempo em oração; Lutero era um estudioso, não só na parte doutrinária, mas também nas línguas originais, produzindo a tradução da Bíblia para o alemão.

Portanto, exortemos nossos líderes para que eles sejam, de fato, referência como estudiosos da Palavra de Deus, e também diligentemente  busquemos nos corrigir nessa área.

Relativismo:

Eu creio que a ideia de relativismo, ou seja, que o relativo é o absoluto pra cada um, é uma ideia totalmente desconexa da realidade, porém, acho necessário citá-la, devido a tudo que ando observando nas igrejas e nas mentes dos “cristãos” de hoje em dia.

A ideia de relativismo, num contexto cristão, diz que cada um interpreta a Bíblia da forma como ele “quiser”. O mais importante dessa ideia é o fato de que um mesmo texto tem vários significados, diferentes para cada pessoa, e todos estes significados estão corretos. TUDO DEPENDE DA INTERPRETAÇÃO PESSOAL. Isso é totalmente ridículo, em se tratando do que as Escrituras nos passam.

A fé que nós professamos parte do pressuposto de que seguimos algo absoluto. A definição de fé em Hebreus presume que cremos em algo absolutamente, não relativamente, e que cremos em algo absoluto, em um Ser Absoluto, que se manifesta de uma forma absoluta, não completa (o que é revelado de Deus é inteligível e com apenas uma interpretação correta). Se vermos a Bíblia como relativa em sua autoridade, e relativa em relação à multiplicidade de interpretações, faremos da Bíblia um simples livro inconsistente, errante, de impossível interpretação e sem autoridade alguma.

“não toques no ungido”:

Colocarei como explicação um texto do Dr. Jorge Erdely, traduzido por Anamim Lopes da Sliva, extraído do site: http://www.monergismo.com/textos/igreja/doutrinas_autoritarias_erdely.htm

“Um dos ensimanentos favoritos para infundir medo e manter cativas as consciências das pessoas, afastando-as da utilização da sua razão, está baseado neste texto do Antigo Testamento: ‘… não toques os meus ungidos…’ (Sl 105.15).

Com esta passagem os líderes autoritários pretendem, em primeiro lugar, eles próprios se estabelecerem como os tais ungidos. Em segundo lugar, ensinam que ninguém em sua congregação pode questionar com base nas Escrituras o ministro, nem assinalar que são más determinadas práticas ou doutrinas, tampouco dizer que esteja em pecado, ainda que seja comprovável e que esteja prejudicando alguém! Pois, isso seria ‘tocar no ungido’ e segundo dizem, ‘se lhes acarretará o castigo de Deus sobre sua vida’.

Desta maneira eles podem ensinar o que querem, e assim também se conduzirem como melhor se lhes apetecerem, sem temer a obrigação de responderem diante de alguém por qualquer coisa que façam.

Esta doutrina de ‘sujeição à autoridade’ não somente é falsa, como também é contrária aos ensinamentos de Jesus, pois o Novo Testamento ensina que se o ‘nosso próximo’ cai em pecado ou ensina algum erro, temos a obrigação de exortá-lo: ‘Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão’ (Mt 18.15).

O Novo Testamento ensina que se o nosso próximo está em pecado, temos o dever e o compromisso de confrontar sua falta. O negar-se a fazer isso que é pecado. E falta de amor.

O mito de que não se deve questionar aos autodenominados ungidos é falso, pois contradiz estes claros mandamentos do Novo Testamento.”

O texto é corretamente interpretado assim:

“… Em primeiro lugar se refere, no contexto, a Abraão e à sua descendência em sua etapa inicial como ‘os ungidos’, não a um líder em particular. Nesse caso uma aplicação moderna da passagem seria que não se deve tocar em qualquer membro do povo de Deus.

Mas o que significa ‘tocar’? Bem, a passagem foi dada para que as poderosas nações vizinhas do povo hebreu, até então um pequeno grupo de nômades, não o saqueasse, o matasse ou o roubasse, enquanto seguia em suas peregrinações. ‘Tocar’ significava, no contexto, não prejudicar fisicamente a Abraão e a família. Isso é tudo o que diz a passagem, e se nos damos conta, isso não tem nada a ver com a proibição de confrontar, repreender, denunciar, questionar ou afastar-se de um líder religioso que se delinqüe ou que torce os ensinamentos de Cristo.

Se como os líderes autoritários nos dizem, ‘tocar’ num ungido é questionar um ministro e isso está proibido, então com que razão Paulo questionou e repreendeu a Pedro e logo depois registrou o fato em uma carta como exemplo aos cristãos da Galácia? (Gálatas 2:11-16)

Aprendamos isso: A Bíblia nos permite tanto questionar os ministros, como também confrontá-los, quando vemos que há um sério erro doutrinário ou da práxis ética em suas vidas. Isso está claramente estabelecido na Palavra de Deus:

– ‘Este testemunho é verdadeiro. Portanto, repreende-os severamente para que sejam sãos na fé’ (Tito1:13).

– ‘Que pregues a palavra; que instes a tempo e fora de tempo; redarguas, repreende, exorta com toda paciência e doutrina’ (2 Timóteo 4:2-3)

– ‘Como te roguei, quando parti para a Macedônia, que ficásseis em Éfeso para advertires a alguns, que não ensinassem outra doutrina’ (1 Timóteo 1:3)

De fato, não somente temos o direito de questioná-los. Temos também o direito de abandoná-los e sair de sua esfera de influência caso se recusem a corrigir a sua conduta imoral ou ensinamentos torcidos. Leiamos o que Cristo ensina a respeito:

– ‘Deixe-os; são condutores cegos; ora se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova’ (Mateus 15:14).

– ‘Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano’ (Mateus 18:15-17).

Diante de tudo o que foi exposto, podemos constatar que os grupos autoritários manipulam as Escrituras para evitar prestar contas de seus atos aos fiéis.”

Pragmatismo:

Pra expor isto, me basearei no texto de 2Pe 2.1 – 3:

“Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade;também, movidos pela ganância, e com palavras fingidas, eles farão de vós negócio; a condenação dos quais já de largo tempo não tarda e a sua destruição não dormita”.

Primeiro: o que é pragmatismo, resumidamente? É achar que a qualidade do que está sendo realizado é demonstrada pelo que essa ação resultar, como por exemplo, uma loja, pra ser boa precisa render dinheiro. Esse pragmatismo é muito bom, porém…

Vamos expor agora o erro do pragmatismo na igreja: A igreja é boa quando há resultados bons, como por exemplo, muitos membros, renda altíssima, muitos “sinais e maravilhas”, grande popularidade, etc., e ela deve fazer de tudo para que esses resultados sejam alcançados.

É justamente sobre isso que Pedro está alertando as igrejas. TOMEM CUIDADOS COM OS PASTORES PRAGMÁTICOS.

Há um pragmatismo que é correto sim, que é o  fato de reconhecermos o resultado a ser alcançado como a glória de Deus, SOMENTE.
VOLTEMOS AO ECOANTE HINO DA REFORMA PROTESTANTE: SOLI DEO GLORIA.

Não devemos permitir que falsos profetas façam de nós membros meros objetos de negócio. Não devemos ser atraídos por brincadeiras e diversão na igreja, pois, se vamos à igreja em busca de diversão, estamos indo com o objetivo errado.

Todavia, fiquem, vocês que praticam e gostam disso, com essa confortável admoestação de Deus.

“Agora, pois, suplicai o favor de Deus, para que se compadeça de nós. Com tal oferta da vossa mão, aceitará ele a vossa pessoa? diz o Senhor dos exércitos. Oxalá que entre vós houvesse até um que fechasse as portas para que não acendesse debalde o fogo do meu altar. Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos exércitos, nem aceitarei oferta da vossa mão” (Ml 1.9,10).

“Quanto aos sacrifícios das minhas ofertas, eles sacrificam carne, e a comem; mas o Senhor não os aceita; agora se lembrará da iniquidade deles, e punirá os seus pecados; eles voltarão para o Egito” (Os 8.13).

Não esqueçamos, portanto:

Nunca abandonemos os princípios ensinados na citação “orare et labutare”. Devemos depender, sempre, do Espírito Santo para a revelação das Verdades das Escrituras, e devemos sempre nos esforçar muito com o estudo para tirarmos a Verdade dos textos escriturísticos.

SOLI DEO GLORIA!

Diego Beltrame